SAIBA COMO IDENTIFICAR AGENTES DE SAÚDE NO COMBATE A DENGUE

Em meio à pandemia do novo coronavírus, milhões de brasileiros parecem ter esquecido que todo cuidado é pouco para evitar outra doença fatal: a dengue. Agora, o País se vê diante de um surto dessa doença. O Brasil registrou um aumento de 113,7% nos casos prováveis de dengue até abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo boletim do Ministério da Saúde, divulgado em 02 de maio, foram 542.038 casos prováveis de 2 de janeiro a 23 de abril. Esse número já é praticamente o mesmo que foi registrado em todo o ano de 2021, quando foram contabilizados 544 mil casos prováveis de dengue.

Dengue é coisa séria. Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, provoca febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e nas articulações. Pode até causar hemorragia interna e levar à morte.

Os agentes de saúde da cidade de São Paulo estão com o trabalho totalmente concentrado na busca por criadouros do mosquito transmissor da dengue. As ações preventivas são feitas através de visitas nas casas e orientação aos moradores. Para maior segurança e tranquilidade, a orientação é que os moradores observem se os agentes estão devidamente uniformizados e identificados com crachá.

Os funcionários possuem uniforme próprio, composto por calça, camisa e colete, e portam de forma visível, crachá verde que consta nome e registro funcional, o RF. Já os analistas em saúde e autoridades sanitárias possuem crachá vermelho, também com nome e RF.

Desde o início do ano, já foram confirmados 160 óbitos por dengue no Brasil. O Estado com maior registro de mortes pela doença até agora é São Paulo, com 56 óbitos. E o problema não está somente com a dengue. Em relação à febre Chikungunya, o Ministério da Saúde informou que os casos da doença tiveram um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente por Chikungunya, oito brasileiros morreram desde o início do ano.

Assim como a dengue, a Chikungunya também é uma infecção viral e que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos insetos que transmitem a dengue e a febre amarela, respectivamente. Os sintomas são semelhantes e podem incluir febre, dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, dor nos olhos, dor na garganta e fadiga. O agravante é que, em mais de 50% dos casos, a dor nas articulações torna-se crônica, podendo persistir por anos.

Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Infectologia revelou que 31% dos brasileiros acreditam que a dengue deixou de existir durante a pandemia do novo coronavírus. Essa percepção, no entanto, contrasta com a realidade. Pior: o fato de a população brasileira considerar que a doença deixou de existir pode levar ao relaxamento das ações de controle e de prevenção, aumentando o risco de se contrair a doença.

A verdade é que ainda há muito desconhecimento sobre como a dengue se desenvolve e suas formas de prevenção e de transmissão. O acúmulo de água parada contribui para a proliferação do mosquito e, consequentemente, maior disseminação da doença. É importante evitar água parada porque os ovos do mosquito podem sobreviver por até um ano no ambiente.

A população não pode esquecer de tapar os tonéis e caixas d’água, manter calhas sempre limpas, deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo, limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia, manter lixeiras bem tampadas e ralos limpos e com aplicação de tela, além de manter lonas para materiais de construção e piscinas sempre esticadas para não acumular água. A dengue, infelizmente, ainda está entre nós.

A Central de Notícias da Rádio HELIÓPOLIS é uma iniciativa do Projeto Pequenos confinados – a saúde das crianças.

Este projeto foi realizado com o apoio da 5ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

Os conteúdos ditos pelos entrevistados não refletem a opinião da emissora.

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