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Estudo do Ipea aponta que redução da jornada para 40 horas não causaria impacto econômico grave

Estudo do Ipea aponta que redução da jornada para 40 horas não causaria impacto econômico grave

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não provocaria um impacto econômico maior do que o Brasil já enfrentou em outras medidas adotadas no passado. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 

De acordo com a pesquisa, a mudança resultaria em um aumento de aproximadamente 7,5% no custo da hora trabalhada. O percentual é semelhante a reajustes reais do salário mínimo aplicados em anos anteriores, como os aumentos de 12% em 2001 e de 7,6% em 2012, que foram absorvidos pela economia sem provocar fechamento generalizado de empresas ou queda na produção.

 

 

 

Segundo o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Felipe Vella Pateo, os dados indicam que a redução da jornada não representaria uma “catástrofe econômica”.

 

“A nossa pesquisa mostra que a redução de jornada [...] chegou a um aumento de custo da hora de trabalho da ordem de 7,5%, que é parecido com outros aumentos equivalentes, como o aumento real do salário mínimo. Temos indícios de que a redução da jornada não vai causar uma catástrofe na economia, mas sim impactos absorvíveis no contexto de crescimento econômico que a gente vem vivendo”, afirmou.

 

Debate sobre o fim da escala 6x1

 

A discussão sobre a redução da jornada ganhou força com o debate em torno do fim da escala 6 por 1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. A proposta defendida pelo governo federal é estabelecer o limite máximo de cinco dias de trabalho por dois de descanso, totalizando 40 horas semanais, sem redução salarial e com regras de transição.

 

O ministro Guilherme Boulos afirmou que a medida é uma das prioridades do governo e destacou que não se trata de prejudicar setores da economia. “A aprovação do fim da escala 6 por 1 é uma das prioridades do governo do Brasil. O nosso debate parte da perspectiva do máximo de 5 por 2, do máximo de 40 horas semanais, sem redução de salário e construindo transições. Não é que quer quebrar nenhum setor da economia”, declarou.

 

O estudo também aponta que a redução da jornada pode contribuir para diminuir desigualdades no mercado formal de trabalho. Atualmente, as jornadas mais extensas estão concentradas em ocupações de menor remuneração e maior rotatividade.

Na avaliação dos pesquisadores, reduzir as horas trabalhadas pode significar melhora na qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras, além de impactos sociais positivos, sem comprometer a atividade econômica do país.

 

A Central de Notícias da Rádio Heliópolis é uma iniciativa do Projeto “Resistencia, cultura e economia no coração do Brasil!”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

 

 

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