O médico Drauzio Varella reforça a importância da terapia como ferramenta de autoconhecimento e cuidado com a saúde mental. Segundo ele, ao decidir iniciar o acompanhamento psicológico, o primeiro passo é escolher um profissional com quem haja identificação.
De acordo com Varella, psicólogos atuam a partir de diferentes abordagens, como Psicanálise, Terapia Cognitivo-Comportamental e Gestalt-Terapia. Por isso, pesquisar sobre cada linha pode ajudar na decisão. Ele também recomenda que o paciente reflita previamente sobre o que espera alcançar com a terapia e leve essas expectativas para a primeira consulta.
O médico lembra ainda que aspectos pessoais podem influenciar na escolha. Pessoas LGBTQIAP+, por exemplo, podem se sentir mais confortáveis ao compartilhar experiências com profissionais que compreendam ou façam parte da comunidade.
Independentemente da abordagem adotada, o objetivo do processo terapêutico é o mesmo: ajudar o paciente a lidar melhor com frustrações, identificar gatilhos emocionais e desenvolver mais segurança sobre si.
Varella ressalta que é fundamental entender que a terapia é um processo contínuo, que exige paciência e abertura para tratar de questões delicadas. Embora possa ser desconfortável em alguns momentos, a jornada é importante para ampliar o autoconhecimento.
Sobre a primeira sessão, o médico explica que é comum não saber exatamente o que dizer. Ele orienta que o paciente reflita sobre alguns pontos antes da consulta, como o que já sabe sobre si, o que gostaria de compreender melhor e quais situações tiveram impacto duradouro em sua vida. Anotar esses tópicos pode ajudar, mas não é obrigatório. O momento também deve ser aproveitado para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do tratamento.
Ao final do primeiro encontro, Drauzio Varella sugere uma avaliação pessoal: é importante perceber se houve acolhimento, escuta e validação dos sentimentos. Caso o paciente não se sinta à vontade, pode conversar sobre o que causou desconforto ou buscar outro profissional.
Para quem está se sentindo perdido ou precisa de apoio, o médico deixa um recado: não desistir. A terapia pode ser um recurso importante para enfrentar momentos difíceis e promover mudanças significativas na vida.
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