Plano inclui ampliação da rede de acolhimento, melhoria no monitoramento de agressores e uso de tecnologia para reforçar medidas protetivas
O governo federal apresentou um conjunto de ações para fortalecer a proteção de meninas e mulheres vítimas de violência no país. As medidas fazem parte do plano de trabalho do Pacto Brasil pela Vida das Mulheres, que reúne diferentes áreas do governo para ampliar a prevenção, o atendimento às vítimas e a responsabilização de agressores.
As diretrizes foram apresentadas durante o seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, realizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.
Entre as medidas prioritárias estão operações para cumprimento de mandados de prisão contra agressores, a criação do Centro Integrado Mulher Segura, que deve centralizar informações e facilitar o monitoramento de casos de violência, além da ampliação da rede especializada de acolhimento.
O plano também prevê a realização de um diagnóstico nacional sobre a aplicação das medidas protetivas, a criação de protocolos para o registro e a investigação de feminicídios e o fortalecimento do atendimento às vítimas, incluindo acompanhamento psicológico.
Dados preocupantes
A iniciativa ocorre em um momento de alerta no país. Dados recentes mostram que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década.
Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram registrados 1.492 casos.
Tecnologia para proteção das vítimas
Durante a apresentação das medidas, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou que o governo também pretende ampliar o uso de tecnologia para reforçar a proteção das mulheres.
Uma das iniciativas é o Alerta Mulher Segura, que busca aprimorar o sistema de monitoramento eletrônico de agressores.
Segundo a ministra, a proposta é permitir que as vítimas também tenham acesso a mecanismos de alerta caso o agressor se aproxime.
“Hoje os agressores usam tornozeleira eletrônica, mas as mulheres não têm nenhum mecanismo para monitorar. Elas não sabem se ele está chegando ou onde ele está. Estamos criando um pacote tecnológico para que os estados aprimorem esse monitoramento e para que a mulher possa acompanhar. Se ela perceber que o agressor está se aproximando, pode acionar ajuda por meio do botão do pânico ou ligar para pedir socorro”, explicou.
A expectativa é que as medidas contribuam para acelerar a concessão de medidas protetivas, fortalecer a rede de acolhimento e ampliar a segurança de meninas e mulheres em todo o país.
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